PROGRAMAÇÃO

Roda de conversa
CICLO GÊNERO E SEXUALIDADE
Com Arthur Major e convidados

Quintas-feiras, 5 e 19 de novembro, 3 e 17 de dezembro, às 16h30


Neste ciclo de conversas com pesquisadoras e escritoras serão discutidas a representação e a construção do feminino e do masculino na literatura, especialmente na obra de Mário de Andrade.


O evento será transmitido em gravação prévia disponibilizada no Facebook e Youtube do museu.


A representação da mulher indígena na obra de Mário de Andrade

Quinta-feira, 5 de novembro, às 16h30

Com Arthur Major. Convidadas: Fernanda Vieira e Francis Mary Rosa

A partir do clássico de Mário de Andrade, Macunaíma (1928), vamos conversar sobre a representação da mulher indígena na história da literatura brasileira, assim como a produção autoral de mulheres indígenas.


Amar, verbo intransitivo

Quinta-feira, 19 de novembro, às 16h30

Com Arthur Major. Convidadas: Aline Leal e Luisa Destri

Partindo do romance de Mário de Andrade Amar, verbo intransitivo (1927), conversaremos sobre a representação da prostituição na literatura brasileira e literatura erótica.


Literatura e construção da masculinidade na obra de Mário de Andrade

Quinta-feira, 3 de dezembro, às 16h30

Com Arthur Major. Convidado: Zé Mariano

Nessa conversa iremos discutir o tema da masculinidade na literatura, como é representada a construção do masculino em diferentes fases da vida na produção de escritores como Mário de Andrade.


Leitura de conto: “Frederico Paciência”

Quinta-feira, 17 de dezembro, às 16h30

Com Arthur Major. Convidado: Jorge Vergara

Faremos uma breve análise do conto de Mário de Andrade, “Frederico Paciência”, publicado postumamente no livro Contos Novos (1947). A partir da leitura de alguns trechos, traçaremos uma contextualização histórica, além de comentar atuais interpretações sobre essa obra literária, dentre outros textos.


Aline Leal é pós-doutoranda no departamento de Letras da PUC-Rio com bolsa PNPD/CAPES. Autora de Sob o sol de Hilda Hilst Georges Bataille (PUC-Rio/Azougue, 2018), fruto de sua tese de doutorado, e de Caroço (7 Letras, 2016).

 

Arthur Major é formado em História (FFLCH-USP). Atua como professor de cursinhos populares desde 2012, tendo experiência em exposições do SESC Vila Mariana (2017). Atualmente, é educador da Casa Mário de Andrade.

 

Fernanda Vieira é Indígena, de origem Xokó e com suas raízes paternas em Aracaju (SE)  e raízes maternas no subúrbio carioca, mestiça, doutoranda em Estudos de Literatura na especialidade de Literaturas de Língua Inglesa na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foi Visiting Scholar no Departamento de Romance Studies da Universidade de Boston, EUA. É ativista, escritora, poeta, professora e tradutora, membro do Grupo Mulher - Educação Indígena (GRUMIN). Publicou Crônicas ordinárias (Macabéa, 2017). Fundadora da ikamiaba.com.br, site que divulga literaturas Indígenas e pesquisas relacionadas no Brasil e no mundo.

 

Francis Mary Rosa é doutoranda em Educação e Contemporaneidade do PPGEduC- UNEB, mestra em Crítica Cultural pela Universidade Estadual da Bahia. Graduada em História e Filosofia. Especialista em Filosofia Contemporânea, Ensino de Filosofia e em História dos Movimentos Sociais na América Latina. Professora da Rede Federal no IF Baiano - Campus Xique-Xique e vice-coordenadora do NEABI - Campus Xique-Xique. Filha de Dona “França” e de seu Wilson.

 

Jorge Vergara é doutor em Musicologia pela UNIRIO. Em sua pesquisa de doutorado, intitulada Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade (2018), descobriu documentos inéditos que revelam uma campanha de higiene moral e estética do jornal paulista Folha da Noite contra o escritor, entre março e setembro de 1923.  A campanha ataca muitos autores do movimento, mas os insultos mais agressivos focam na pessoa e na obra de Mário de Andrade. A análise desses documentos permite o debate de questões musicais, estéticas, intelectuais e políticas.


Luisa Destri é doutora em Literatura Brasileira pela USP e mestra em Teoria e História Literária pela Unicamp. Tem pesquisas sobre a poesia brasileira do século XX, em especial as obras de Hilda Hilst e Murilo Mendes. É coautora da biografia Eu e não outra – a vida intensa de Hilda Hilst (São Paulo: Tordesilhas, 2018).

 

Zé Mariano é bacharel em Letras pela FFLCH-USP, em 2018. É mestrando na área de Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa, pela mesma instituição, com financiamento da CAPES. É orientado pelo Prof. Emerson da Cruz Inácio, com a pesquisa intitulada Sob o signo da desordem: branquitude, negritude e masculinidades na obra de Lima Barreto. Integra o corpo editorial da revista Crioula, vinculada ao Departamento de Línguas Clássicas e Vernáculas, da FFLCH. Atua periodicamente em formações para professores de cursinhos populares e educação básica. Estagiou para o Centro de Estudos e Pesquisa em Educação Cultura e Ação Comunitária, além de ter feito parte da equipe.


Fotos: Acervo pessoal